Ransomware, malware, phishing, DDoS e ataques Man-in-the-middle; você deve ter ouvido falar desses termos online. Neste blog, discutiremos e entenderemos esses conceitos essenciais de segurança cibernética para que você tenha uma carreira sólida na área de segurança cibernética.
O mundo digital é um campo de batalha.
Embora não vejamos armas físicas, a ameaça de usar tecnologia sofisticada para causar danos duradouros é uma dura realidade.
Mas fique tranquilo, saber o que e como os hackers pensam é vencer metade da batalha. Se você pensa como um hacker, você está sempre um passo à frente deles, minimizando as chances de ser comprometido.
Da Tríade fundamental da CIA ao cenário em constante evolução dos ataques cibernéticos, este blog fornecerá a você o conhecimento certo para entender como esses ataques funcionam e o que você pode fazer para permanecer seguro.
Principais conclusões:
- Domine a Tríade da CIA (Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade) como sua primeira linha de defesa.
- Ransomware, phishing e ataques DDoS são algumas das principais ameaças cibernéticas que as empresas enfrentam todos os dias.
- Um ataque de ransomware acontece a cada 11 segundos e cairá para um em apenas 2 segundos até 2031.
- Descubra etapas práticas para proteger você e sua organização contra ameaças cibernéticas.
A Cybersecurity Ventures prevê que os custos globais do crime cibernético crescerão 15% ao ano nos próximos cinco anos, atingindo US$ 10,5 trilhões anualmente até 2025.
Sem mais delongas, vamos começar.

A Tríade da CIA: A Pedra Angular da Segurança
Embora os conceitos tenham sido introduzidos pela primeira vez em 1972, foi somente em 1986 que eles foram oficialmente nomeados como Tríade da CIA.
Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) para proteger informações confidenciais, o CIA Triad se tornou a pedra angular da segurança cibernética na segurança interconectada de hoje.
A Tríade da CIA representa os três princípios fundamentais da segurança da informação:
1. Confidencialidade
Significado: Garantir que informações confidenciais sejam acessíveis somente a indivíduos ou sistemas autorizados.
Isso envolve implementar medidas como criptografia, controles de acesso e mascaramento de dados. Pense nisso como um cofre digital, protegendo seus dados valiosos de olhares curiosos.
Pense nisso como um cofre de banco trancado, garantindo que apenas os verdadeiros donos possam acessar os objetos de valor dentro dele. Em outras palavras, usando senhas fortes e criptografia para manter os dados seguros.
2. Integridade
Significado: Manter a precisão e a confiabilidade dos dados.
Isso envolve impedir modificações não autorizadas, exclusões ou fabricações de dados sensíveis. Funções hash e assinaturas digitais são frequentemente usadas para criptografia forte de dados. Trata-se de garantir que as informações nas quais você confia sejam genuínas e inalteradas.
Ele garante que as informações não sejam adulteradas ou alteradas de nenhuma forma não autorizada. É como um selo à prova de adulteração, garantindo que o que você vê é exatamente o que foi pretendido.
3. Disponibilidade
Significado: Garantir acesso oportuno e confiável a informações e sistemas para usuários autorizados.
Isso envolve implementar medidas como redundância, sistemas de failover e planos de recuperação de desastres. Trata-se de garantir que seus sistemas e dados estejam acessíveis quando você precisar deles.
Isso significa que a informação está acessível para aqueles que precisam dela, quando precisam.
É como ter uma fonte de alimentação confiável, garantindo que seus sistemas estejam sempre funcionando.
Juntos, esses três princípios — Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade — formam a base da segurança da informação, mantendo seus ativos digitais seguros e protegidos.
Compreendendo as ameaças cibernéticas comuns
Além da Tríade da CIA, é crucial entender as diversas ameaças à espreita no mundo digital.
A tabela a seguir detalha os tipos mais comuns de ataques cibernéticos, juntamente com suas descrições, características e estratégias de mitigação.
Tipo de ataque | Descrição | Características | Estratégias de mitigação |
Ransomware | Criptografa os dados da vítima, exigindo pagamento pela chave de descriptografia. | Criptografia de dados, interrupção de operações. | Backups regulares, senhas fortes, atualizações de software, soluções anti-ransomware. |
Phishing | Tentativas enganosas de obter informações confidenciais (nomes de usuário, senhas, detalhes de cartão de crédito) se passando por uma entidade confiável. | Frequentemente usa e-mails, mensagens de texto ou sites maliciosos; explora a psicologia humana. | Treinamento de conscientização sobre segurança cibernética, filtragem de e-mail, ferramentas antiphishing. |
Negação de serviço distribuída (DDoS) | Sobrecarrega o sistema de destino com tráfego, tornando-o indisponível para usuários reais. | Alto volume de tráfego de diversas fontes. | Filtragem de tráfego, limitação de taxa e serviços de proteção DDoS. |
Malware | Software malicioso projetado para danificar ou desabilitar sistemas de computador, incluindo vírus, worms, cavalos de Troia, spyware, etc. | Pode se espalhar por meio de anexos de e-mail, sites infectados e torrents. | Software antivírus/antimalware, atualizações de software, hábitos de navegação seguros. |
Injeção de SQL | Explora vulnerabilidades em aplicativos da web para injetar código SQL malicioso, permitindo que invasores acessem ou modifiquem bancos de dados. | Bancos de dados de destino. | Validação de entrada, consultas parametrizadas, firewalls de aplicativos web. |
Script entre sites (XSS) | Injeta scripts maliciosos em sites, permitindo que invasores roubem dados do usuário ou sequestrem sessões do usuário. | Explora vulnerabilidades no código do site. | Validação de entrada, codificação de saída, firewalls de aplicativos web. |
Homem-no-meio (MitM) | Intercepta a comunicação entre duas partes, permitindo que invasores espionem ou manipulem dados. | Geralmente ocorre em redes Wi-Fi desprotegidas em cafés, restaurantes e outros locais públicos. | Conexões seguras (HTTPS), VPNs, senhas de Wi-Fi fortes. |
Engenharia Social | Técnicas de manipulação que exploram a psicologia humana para induzir indivíduos a compartilhar informações confidenciais. | Depende da confiança e do medo. | Treinamento de conscientização sobre segurança cibernética, habilidades de pensamento crítico. |
Exploração de dia zero | Ataques que exploram vulnerabilidades até então desconhecidas em software. | Difícil de se defender, pois ainda não existe um patch. | Sistemas de detecção/prevenção de intrusão, análise de comportamento, busca proativa de ameaças. |
1. Ransomware
Ransomware é um tipo de malware que criptografa os dados da vítima, tornando-os inacessíveis até que um resgate seja pago.
Em palavras simples, é o equivalente digital ao sequestro humano, que consiste em não libertar a vítima a menos que uma quantia alta seja paga aos sequestradores.
Digitalmente, isso é chamado de tomada de dados como reféns, algo que os hackers acreditam que as empresas farão de tudo para recuperar.
Ataques de ransomware podem prejudicar empresas e organizações, causando perdas financeiras significativas e interrupções operacionais. Em alguns casos, empresas foram à falência com apenas um ataque de ransomware.
Mas se você fizer backup de seus dados regularmente, mesmo no pior cenário, seu custo e tempo para se recuperar de um ataque cibernético reduzem drasticamente. Por exemplo, o custo médio de recuperação de uma empresa que usa backups é quase US$ 1 milhão menor do que aquelas que não têm cópias de backup.
2. Phishing
Imagine que você recebe um e-mail que parece ser do seu banco.
Diz:
“Caro cliente, notamos atividade suspeita em sua conta. Para sua segurança, clique neste link para verificar seus detalhes de login e alterar sua senha imediatamente.”
O e-mail pode até usar o logotipo e a marca do banco para parecer autêntico. No entanto, o link no e-mail na verdade leva a um site falso que se parece exatamente com a página de login da sua conta bancária.
Sem saber, se você clicar no link e digitar seu nome de usuário e senha, os hackers agora terão suas informações e poderão acessar sua conta bancária real. O e-mail foi uma tentativa de phishing projetada para roubar SUAS credenciais.
Isso é chamado de tentativa enganosa de obter informações confidenciais, como nomes de usuário, senhas e detalhes de cartão de crédito, fingindo ser uma entidade confiável.
O termo se originou da palavra “fishing”, onde você usa uma vara e uma isca na esperança de pegar peixes grandes. É exatamente isso que os hackers fazem.
Semelhante à “pesca” (que é uma atividade legítima ao ar livre), o “phishing” é um crime cibernético em que hackers fingem enviar e-mails e mensagens de fontes legítimas na tentativa de enganar as pessoas para que compartilhem informações confidenciais, como cartões de crédito e credenciais de login. Em outras palavras, os hackers eventualmente atraem seus alvos como “iscas”.
O objetivo é fazer você acreditar que é uma solicitação real para que você entregue seus dados confidenciais, que eles podem usar para roubar dinheiro, acessar suas contas ou cometer outros crimes.
3. Ataques de negação de serviço distribuído (DDoS)
Um ataque que inunda um sistema alvo com tráfego, sobrecarregando seus recursos e tornando-o indisponível para usuários legítimos.
Ataques DDoS podem interromper serviços online, causando tempo de inatividade significativo e perdas financeiras. Eles são como um engarrafamento digital, entupindo as estradas e impedindo que alguém passe.
Imagine que você vê uma liquidação chamativa no site da sua marca favorita. Mas não é só você, muitos outros também estão tentando acessar o site, e se muitas pessoas tentarem usá-lo, o servidor pode travar. Isso fará com que os compradores genuínos não consigam aproveitar as ofertas incríveis.
Os hackers usam vários computadores, formando o que é conhecido como “botnet” para inundar um site com tráfego falso. Não é diferente de uma loja física ficar lotada de compradores falsos, não permitindo que os clientes reais entrem e façam uma compra.
4. Malware
Qualquer coisa que termine com “ware” é software. Mas se você adicionar ransom ou mal como prefixo, significa uma ferramenta que faz exatamente o oposto do que um software de computador normal deveria fazer.
Abreviação de software malicioso, malware abrange uma ampla gama de programas prejudiciais projetados para danificar ou desabilitar sistemas de computador.
Isso inclui vírus, worms, trojans e spyware. Malware pode se espalhar por vários meios, como anexos de e-mail, sites infectados e downloads de software.
5. Engenharia Social
Você trabalha como contador e seu chefe de departamento confia seu trabalho a você. Um dia, você recebe um e-mail do seu chefe instruindo-o a transferir fundos para a conta bancária de um fornecedor.
Ao inspecionar, você descobre que era “apenas um trabalho de escritório que não era pago pela empresa há muito tempo”.
Sem sombra de dúvida, você aperta esse botão e bum, os fundos são transferidos para a conta do fornecedor. Você então informa seu chefe que as dívidas não pagas foram quitadas e ouve isso:
“Que fundos? Não me lembro de ter autorizado você a liberar pagamentos para nenhum fornecedor!”
E é aí que você percebe que errou!
Então o que aconteceu? Você, sem saber, acabou de enviar fundos para a conta de um hacker que se fez passar pelo seu CEO e o manipulou para usar os recursos oficiais da empresa. Isso é chamado de engenharia social.
É uma técnica de manipulação que explora a psicologia humana para induzir indivíduos a compartilhar informações confidenciais ou realizar ações que comprometam a segurança.
A engenharia social depende de confiança, medo ou outras emoções para manipular as vítimas. Trata-se de explorar vulnerabilidades humanas em vez de técnicas. Os hackers sabem como explorar isso, pois gastam tempo e esforço na criação de campanhas que atraem o alvo principal para o compartilhamento de informações confidenciais.
6. O elemento humano: o elo mais fraco?
Embora a tecnologia desempenhe um papel crucial na segurança cibernética, o elemento humano frequentemente continua sendo o elo mais fraco. Em um de nossos blogs anteriores, mencionamos que quase 90% de todos os ataques cibernéticos envolvem algum tipo de erro humano.
Os cibercriminosos são especialistas em explorar a psicologia humana, usando táticas de engenharia social para manipular você e fazê-lo cometer erros.
Aprenda como construir uma postura de segurança forte
Em momentos como estes, é importante aplicar algumas estratégias testadas pelo tempo para reduzir os riscos de comprometimento. Aqui estão algumas dicas que você pode trabalhar imediatamente:
- Implemente senhas fortes – Use senhas únicas e complexas para todas as suas contas. Considere usar um gerenciador de senhas para gerar e armazenar suas senhas com segurança. Nunca use a mesma senha para todas as contas.
- Nenhuma transação financeira em WiFi público – Nunca acesse seus bancos ou faça uma transação financeira em uma rede desprotegida, como um ponto de acesso WiFi em um café, restaurante ou qualquer outro local público.
- Habilite a autenticação multifator (MFA) – Adicione uma camada extra de segurança exigindo várias formas de autenticação, como uma senha e um código enviado para seu telefone.
- Mantenha o software atualizado – Atualize regularmente seu sistema operacional, aplicativos e software de segurança para corrigir vulnerabilidades.
- Cuidado com e-mails e links suspeitos – Evite clicar em links ou abrir anexos de fontes desconhecidas ou não confiáveis. No caso de fontes confiáveis, sempre verifique por outros meios antes de abrir qualquer anexo.
- Instalar e atualizar software antivírus: use software antivírus confiável para detectar e remover malware.
- Faça backup dos seus dados: gere regularmente várias cópias de backup dos seus dados importantes em diferentes locais, para que você possa recuperá-los em caso de um ataque cibernético ou perda de dados.
- Mantenha-se informado: mantenha-se atualizado com as últimas ameaças de segurança cibernética e melhores práticas.